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William P D B Oliveira
William P D B Oliveira
Comentário · há 4 anos
Me desculpem a intromissão mas quero contar o meu caso. Estou lendo tudo que é possível sobre abandono, e acabei lendo os comentários. Sou filho de uma união totalmente conturbada, onde o cara que se diz meu pai espancava e encostava uma arma na cara da minha mãe com frequência, pois estava completamente bêbado e se aproveitando do fato de ser policial civil. Acontece que quando eu tinha 6 anos os meus pais se separaram (lógico). Vi muito pouco o meu pai, e não me lembro de muitas festas em que fomos juntos. Foram raras as vezes. Passava anos sem ligar. Nunca ganhei um presente de natal do meu pai. Um ovo de páscoa, seja o que for. Não me lembro do meu pai nunca ter me levado em um hospital ou de ter ido em uma reunião de escola. Ele provavelmente nem sabe o nome de uma delas. Me lembro claramente do meu pai passando direto por mim, dentro do Fórum, na ocasião em ocorreu uma audiência referente a uma pensão que ele deveria pagar e nunca pagou. Ele foi, muito poucas vezes, em minha porta me buscar e já até chegou alegar que minha mãe dificultava o contato mesmo. O que não é considerado é o medo; o pavor e mágoa que eu tinha reprimidos. Pois nunca saiu da minha cabeça as cenas de espancamento e terror que vivi. Hoje a minha vontade é espancar ele como ele espancou a minha mãe. Tenho vários transtornos psicológicos, um relatório diagnosticando esquizofrenia, acabei me envolvendo com drogas, preciso tomar vários remédios controlados e ansiolíticos. Segundo muitos especialistas esse tipo de tratamento do pai (ou rejeição total) pode prejudicar a cabeça de uma criança, sim. E o pior é que eu fui uma delas e acabo sendo prejudicado duas vezes, pois o meu caso é confundido "como a maioria". Hoje ele tem outra família, outro "filhote", é advogado, bacana, anda de carro chique, viaja pra curtir férias... perguntem se já me convidou? Sinto que ele sente vergonha de mim. Procurando os meus direitos, fui em um advogado hoje, e a minha surpresa foi ouvir ele alegar que entende que após eu ter completado a minha maioridade eu teria 3 anos pra correr atrás dos meus direitos. Que absurdo! Eu já entendo de outra forma: Se for assim isso dá a ele o direito de continuar me ignorando, me tratando como um filho que ele teve em qualquer lugar, adulterino, com qualquer uma, seja com 18, 21, 30, 40 anos. O fato de não ter me ocorrido ir atrás dos meus direitos fez de mim um filho de ninguém? Se essa for a lei, é uma lei muito falha e injusta, com dois pesos e duas medidas. Pois ele é advogado em Belo Horizonte, e, contando que um de vocês aqui, colegas de trabalho dele, o conheça, saiba que o nome do meu "papito" é William Dias de Oliveira, um irresponsável que gosta de julgar os outros sem ter um pingo de moral pra isso.
William P D B Oliveira
William P D B Oliveira
Comentário · há 4 anos
Essa lei de pensão deveria ser revista pois induz as mulheres à natalidade e a prejudicar o pai da criança. Tiram dinheiro seja de onde for da família paterna, mas a família da mãe nunca é acionada; sempre ficam isentos da responsabilidade. Estou tendo este problema. Eu deveria pagar uma pensão no valor de 30% de um salário mínimo, como estou desempregado, minha mãe foi acionada a pagar R$260,00; meu pai, um valor de R$200 e ainda continuo devendo, R$260,00. Ela alega que estes valores que estão sendo pagos pela minha mãe e meu pai são apenas complemento da minha parte. Como uma pessoa que nem renda tem pode ter condição de pagar R$720,00 por mês? A mãe do menino tem liberdade de apresentar diversas dívidas, inclusive colégio particular, judô, transporte escolar que pega na porta de casa... se tivéssemos a possibilidade de arcar com essas despesas, tudo bem. Mas a questão é que apresentam coisas que não são necessidades. E o pior é que o juiz ainda acada tudo que é pedido pela advogada da parte materna. Gostaria de saber se existe alguma possibilidade de recorrer à família materna, ou rever estes valores que a família paterna está sendo obrigada a pagar, uma vez que não estamos tendo condição de arcar com todas essas despesas. O apartamento da minha mãe, único imóvel que ela tem, quase chegou a ser penhorado. Parece que o juiz nem leu o processo ou é analfabeto. Nessa situação o avô materno é empresário, dono de salão de beleza de alto porte. A avó materna poderia ajudar a pagar essa pensão tbm, que, para o nível financeiro desta família, acho que está alto demais. A mãe do menino alega estar desempregada, mas já sabemos que ela trabalha em um salão de beleza no bairro Santa Efigênia em Belo Horizonte. Além desse problema posso comprovar que tenho diversos problemas psicológicos devido a falta de um pai presente, que nunca pagou uma pensão; nunca me deu um lápis e nem, se quer, deu atenção e cuidados. Tenho diversos traumas por ver, na minha infância, minha mãe sendo espancada pelo meu pai bêbado. Minha mãe, desde que tenho 5 anos, sempre arcou com tudo sozinha. Ela Chegou a entrar justiça contra o meu pai, pedindo uma pensão, pois ele era policial civil. A pensão chegou a ser descontada em folha, mas ele pediu exoneração do cargo para driblar este desconto e nunca mais pagou. Por fim minha mãe desistiu de correr atrás e batalhou sozinha com tudo. O que me estranha é que meu pai alegava estar ruim financeiramente para pagar uma pensão, mas constituiu outra família e hoje tem outro filho a quem dá de tudo, do bom e do melhor. Minha dúvida é: se ele estava enfrentando dificuldades financeiras para pagar pensão para mim, como ele teve condição de criar outro filho tão bem? Hoje ele é advogado, anda de carro bacana, ótimas roupas, sempre viaja... Sinto que fui ignorado, esquecido, rejeitado pelo meu pai, e hoje tenho intenção de fazer todas esses questionamentos a ele diante da justiça .
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